Mostrar mensagens com a etiqueta Noticias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Noticias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Portugal e os cidadãos de primeira

Por António de Sousa Duarte
12 de Janeiro de 2011

As mortes de Vítor Alves, capitão de Abril, e do cronista cor-de-rosa Carlos Castro mostram algumas evidências sobre o país.

Separadas por escassas horas, as mortes do coronel Vítor Alves, "capitão de Abril", e do cronista "cor-de-rosa" Carlos Castro tiveram o condão de fazer notar uma vez mais algumas evidências sobre Portugal e os portugueses que nunca será de mais destacar. Na verdade, mesmo admitindo as macabras circunstâncias em que Castro foi assassinado e os requintes de malvadez de que foi aparentemente vítima, não parece normal que tal facto tenha merecido tão esmagadoramente maior espaço mediático do que o desaparecimento de um dos principais símbolos da Revolução do 25 de Abril de 1974 e destacado operacional da construção do processo democrático.

Vítor Alves faleceu domingo, cerca de 36 horas depois da morte, em Nova Iorque, de um colunista social conhecido por se dedicar há décadas a analisar os factos da actualidade "cor-de-rosa" nacional. Considerado em muitas das biografias espontâneas que dele nos últimos dias chegaram ao nosso conhecimento como "um cidadão de primeira", Vítor Alves foi um homem probo, sério, rigoroso, sensível que contribuiu de forma decisiva - antes e depois do dia 25 de Abril de 74 - para o actual regime democrático em Portugal. Vítor Alves, que integrou, com Vasco Lourenço e Otelo Saraiva de Carvalho, a comissão coordenadora e executiva do MFA (Movimento das Forças Armadas), foi o autor do primeiro comunicado dirigido à população no dia 25 de Abril e o militar que foi o porta-voz do Movimento. Mas as exéquias mediáticas de Vítor Alves foram curtas, muito curtas, se levarmos em conta a importância do seu legado e o impacte informativo que outros factos da actualidade suscitaram e de que é exemplo, sublinho, a vaga noticiosa relativa à morte de Carlos Castro.

O país trocou "um cidadão de primeira" por uma "história de segunda", mas o desiderato é positivo: chancela-se a morte do militar, político, ministro e conselheiro da Revolução em rodapés a correr e baixos de página e atribuem-se honras de Estado... mediático ao assassinato do cronista (não cronista social como alguns lhe chamam, como se Carlos Castro e Fernão Lopes fossem páginas do mesmo livro...) e às incidências macro trágicas em que foi encontrado o seu corpo após alegada tortura, castração e assassinato. Mas a responsabilidade de todo este "estado a que - de novo e citando Salgueiro Maia - chegámos" não é do povo. Porque não é o povo que edita jornais, blocos noticiosos, telejornais ou sites. Nem é o povo o responsável por Marcelo Rebelo de Sousa ter dedicado ontem, no Jornal da TVI, mais tempo de antena à morte de Carlos Castro do que ao desaparecimento de Vítor Alves. Ex-jornalista, consultor de comunicação, doutorado em Ciência Política.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

NetJets forma em Cascais

A empresa europeia de jatos privados NetJets vai formar anualmente no seu centro, recentemente inaugurado em Cascais, cerca de mil pilotos.

Por Cátia Mateus,
In Expresso - Emprego - 15-01-2011

Cinco milhões de euros foi quanto a empresa europeia de jatos privados NetJets investiu em Portugal para formar anualmente os mais de mil pilotos e tripulantes de cabine que fazem parte dos quadros da companhia. A empresa escolheu Portugal, e o concelho de Cascais, para sediar o seu centro de treino e formação que já se encontra em funcionamento.

Em tempos adversos em que pouco se fala de investimento estrangeiro em território nacional, a companhia de aviação executiva NetJets marca a diferença. O novo centro de treino, localizado no Parque Doroana, em Alcabideche, está equipado com um simulador estático de voo, treino médico e de segurança, equipamento para simulação de saídas de emergência e sistemas de treino de fumo e fogo a bordo. Na construção deste centro foram investidos cerca de 2,5 milhões de euros, sendo que os restantes 2,5 milhões previstos pela empresa no orçamento serão aplicados, ao longo dos próximos dez anos, na manutenção e funcionamento deste centro.

Por Cascais passarão não só os pilotos e elementos de tripulação de cabine a trabalhar em Portugal mas também os vários profissionais que a empresa integra na Europa. É a partir de agora que a formação da NetJets será feita no seu centro de operações e treino em Portugal. Criada em 1996, a empresa está presente em território nacional desde 2008 e emprega atualmente no país 470 trabalhadores, a esmagadora maioria (85%) de nacionalidade lusa.

Desde que iniciou a sua atividade no mercado nacional, implantando-se no concelho de Oeiras, a NetJets – que é considerada a maior companhia europeia de aviação privada – tem vindo a dinamizar economicamente a região. Nos últimos dois anos, a empresa assegura que já investiu mais de 32 milhões de euros em fornecedores nacionais, desde hotelaria, rent-a-car, restauração ou até mesmo companhias aéreas locais. Um investimento que se prevê que possa crescer tendo em perspectiva as cerca de cinco mil reservas anuais em hotéis da região e os gastos em empresas locais que a implantação deste centro vai potenciar.

Para António Capucho, presidente da Câmara Municipal de Cascais, “a abertura deste centro de treino e formação reveste-se de particular importância para o concelho em matéria económica e de dinamização do emprego”. Já para a NetJets, ter um centro de treino seu confere à empresa não só a liderança na formação de profissionais nesta área mas também uma garantia de segurança e qualidade do serviço que presta aos seus clientes finais.


sábado, 15 de janeiro de 2011

Tartaruga paralisada salva com duas rodas

Há histórias curiosas e estas é uma delas. Em primeiro lugar porque foi dada a oportunidade a um animal um modo de vida que não era de esperar; em segundo lugar porque é notícia em vários jornais, sendo este excerto retirado do Diário de Notícias Online...


"Esta é a história de uma tartaruga-terrestre de Israel que sofreu um acidente e ficou com as patas traseiras paralisadas. Veterinários criativos arranjaram-lhe um par de rodas e ela agora está a recuperar a locomoção autónoma. Os veterinários pensam que ela poderá mesmo ser um dia devolvida à natureza, segundo noticiou o jornal espanhol El Mundo.

Tzvika, assim se chama a tartaruga, sofreu o acidente há dois meses, quando entrou num jardim e acabou por ser abalroada por um cortador de relva que estava a ser utilizado. A máquina danificou-lhe gravemente a carapaça e atingiu a medula, na coluna vertebral, causando-lhe a paralisia das duas patas traseiras.

No hospital de Ramat Gan, para animais selvagens, aplicaram-lhe na parte traseira um eixo com duas rodas. A princípio, Tzvika recusava-se a mexer, mas entretanto começou a deslocar-se, usando as patas dianteiras para dar impulso. E lá vai."


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SIC Noticias

Caso dúvidas houvesse, aqui fica tudo esclarecido. Ora oiçam lá: