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segunda-feira, 28 de março de 2011

Prémio Pritzker 2011 para Eduarto Souto de Moura (n.1952)

"O arquitecto do Porto ganhou o prémio que já distinguiu nomes como Oscar Niemeyer e Frank Gehry.

Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". De acordo com a organização, a distinção foi entregue ao arquitecto do Porto pelo "rigor e precisão na arquitectura", assim como pela "sensibilidade" na inserção das obras no seu contexto.

Curiosamente, o anúncio foi feito por um site especializado na área - "Scalae". A informação ainda não está disponível no site oficial do prémio Pritzker."

In "Diário de Noticias"



Casa das Histórias Paula Rego, Cascais


Ponte de Lima


 
Estádio S. C. de Braga



 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Homens da Luta - A Luta é Alegria


O último Festival RTP da Canção foi ganho pelos Homens da Luta com "A Luta é Alegria". Várias vozes se levantaram contra esta escolha. Durante a cerimónia o público abandonou o Teatro Camões, palco do Festival, como forma de protesto e o restante apupou os vencedores.

A canção não será a mais adequada para participar no Festival da Eurovisão em Düsseldorf, na Alemanha?! Epá!, até pode ser verdade, mas vamos relembrar alguns ilustres vencedores do Festival RTP da Canção:
  • 1978 - Gemini - Dai-li, Dai-li Dou - 17º lugar no Festival Eurovisão
  • 1981 - Carlos Paião - Playback - 18º e penúltimo lugar no Festival Eurovisão
  • 1986 - Dora - Não Sejas Mau P'ra Mim - 14º lugar no Festival Eurovisão
  • 1989 - Da Vinci - Conquistador - 16º lugar no Festival Eurovisão
  • 1995 - Tó Cruz - Baunilha e Chocolate - 21º lugar no Festival Eurovisão
 Deveremos ainda recordar que a melhor posição alcançada por Portugal no Festival da Eurovisão foi um glorioso 6º lugar com "O Meu coração Não Tem Cor", de Lúcia Moniz, em 1996! E o ano passado, 2010, a representante portuguesa, Filipa Azevedo, ficou em 18º com "Há dias Assim"! Não há dúvidas que as canções foram sempre muito, mas muito bem escolhidas...

Fica aqui a música e as felicitações aos Homens da Luta por este triunfo:



 P.S.: A canção começa por volta do minutos 3:15... para os mais impacientes!

sábado, 12 de março de 2011

Museu Alberto Gordillo - Moura, Alentejo, Portugal

Foi inaugurado no dia 26 de Fevereiro o Museu Alberto Gordillo em Moura, no interior do Baixo Alentejo, numa cerimónia que contou com a presença do artista mourense. O espólio do Museu tem peças dos finais dos anos 50, altura em que o artista Alberto Gordillo elaborou as suas primeiras peças.














Depois de ter exposto nos mais conceituados museus do Mundo, como a Bolsa de Diamantes de Londres, Alberto Gordillo foi guardando algumas das peças que estiveram em acontecimentos importantes, peças essas que sempre pensou ficarem espalhadas por vários museus. Essa ideia não se concretizou, mas realizou-se este projecto do Centro de Joalharia Contemporânea em Moura e, assim, refere o artista, “…Moura vai ter as primeiras peças mais importantes de ourivesaria moderna portuguesa (…), porque não existe ourivesaria portuguesa no século XX, existe uma jóia industrial, de cópias de coisas francesas e a ourivesaria portuguesa aparece a partir dos anos 50 comigo. Hoje existem escolas de ourivesaria contemporânea, eu levo a ourivesaria à História de Arte, todos os grandes livros do final do século falam nas minhas jóias e elas tornaram-se como as peças mais importantes, as primeiras de ourivesaria contemporânea…”.

O Museu, lembra Alberto Gordillo, não é só o que está exposto, tem um espólio de 226 peças, das quais 50 estarão em exposição permanente e, além do espaço expositivo, “…vai dedicar-se a todo um trabalho, vai dar um prémio a um jovem joalheiro, vai ter oficinas de joalharia para fazer workshops, conferências, todo um trabalho ligado à ourivesaria contemporânea, ou seja, é o primeiro Museu de ourivesaria contemporânea que existe em Portugal…”.

Além do Museu Gordillo poderá ainda fazer um passeio pelas ruas desta cidade alentejana, onde poderá apreciar as ruas floridas, as varandas em ferro forjado, as casas brancas.

Não deixe também de visitar o Castelo de Moura e o Lagar das Varas.






Mais informação em:



sexta-feira, 4 de março de 2011

Fialho de Almeida - Escritor (1857-1911)

Passam hoje cem anos da morte do escritor alentejano Fialho de Almeida. Nasceu em pleno coração alentejano em Vila de Frades a 7 de Maio de 1857 vindo a falecer a 4 de Março de 1911 em Cuba.

Foi considerado um artista de natureza anárquica, revoltado com tudo e todos. Como crítico de arte e de costumes, publicou uma série de folhetos mensais, onde o seu espírito revoltado estava bem patente: Pasquinadas, Vida Irónica e Os Gatos, estes últimos inspirados pelas Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós.

Ao longo da sua obra, Fialho de Almeida sempre sentiu dificuldades de expressão, que fazem dele um escritor estilisticamente limitado. A sua obra, porém, permanece interessante, sobretudo pela finura da ironia e da crítica. Os temas que trata são variados: ora é a vida da cidade, com a sua pobreza, os vícios, a decadência, ora é a vida tranquila, serena e realista da sua terra, o Alentejo.

  • Contos, 1881 (contos);
  • A Cidade do Vício, 1882 (contos);
  • O País das Uvas, 1893 (contos);
  • Os Gatos, 6 vols., 1889-1893 (crónicas);
  •  Pasquinadas, 1890 (crónicas);
  • Lisboa Galante, 1890 (crónicas);
  • Vida Irónica, 1892 (crónicas);
  • À Esquina, 1903 (crónicas);
  • Barbear, Pentear, 1910 (crónicas);
  • Figuras de Destaque, 1923 (crónicas).

Os Gatos:

"(...) Ah! como eu tive inveja do saloio que parou o burro à porta de uma mercearia de Bitesga, para comprar as duas dúzias de broas da consoada; do pobre engraxador da esquina, indo à praça, com a mulher, de fato rico, apreçar um quarto de perú; da varina entrando na salsicharia, radiante, a comprar salsichas, ao fim de ter deposto a canastra à porta,, rude presepe onde o filho loiro chuchava o dedo, com o ventre de sapo para o ar! Todas essas índoles do povo, roídas de penúria, vergadas de trabalho, primitivas, mas fecundas e convergentes, por uma fatalidade ancestral, à reedição das alegrias periódicas do ano, se me afiguraram infinitamente superiores à minha friável índole de janota céptico, demolindo no ar sem plano certo, negando pelo simples prazer do paradoxo, incapaz de estabilidade num problema, constantemente à procura de novo, e em cada topo de colina voltando-se, desesperado de só ter achado gosto - ao que era velho. Ó meu pobre coração amortalhado de tristeza! diz como te dói o isolamento a que uma inteligência estéril te votou. (...)

... dia de Natal, eu que conheço toda a gente, não tive ninguém que me dissesse "anda jantar". Vinguei-me saindo de casa, e engajando os primeiros va-nu-pieds eventuais. Dois pobres do asilo, os uniformes sem nódoas, pouco bêbados. Marchámos para o Augusto, e na sala comum, a uma de cujas mesas nos sentámos, houve reboliço por banda das meretrizes e irregulares que, mais alegres do que eu, ali tinham ido fazer o seu jantar, em partie fine. Não descrevo a comida, registando apenas o trabalho gasto em despersuadir os meus dois comensais de não meterem no bolso os restos de cada prato do festim.

À sobremesa, um deles, bêbado, como eu o fitava com uma piedade cristã de filho pródigo, confiou-me que estivera quatro anos em África, por um roubo, e o Conselheiro X o metera no asilo, havia sete meses. O outro, era um velhinho abaulado, olhos de doido irónico, que fugiam, falando pouco; mas todo o jantar o suspeitei de celerado; tanto os seus monossílabos humildes, e os seus contínuos escrúpulos de consciência, lhe davam um ar de homem de bem. À despedida, o mais velho chamou-me conde, e o mais novo, doutor, sem acertarem e lá foram cambaleando, a rogar pragas a quem lhes fizera o serviço de lhes notar no crânio a apoplexia. Pobres malandros! Deixai o meu egoísmo abusar da vossa fome. Sem vós, eu não poderia dizer, como toda a gente: "Jantei hoje o Natal com dois amigos velhos." 


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Grutas Artificiais de Alapraia

Grutas Artificiais de Alapraia
Milénios IV e III A.C.

A necrópole de Alapraia enquadra-se num conjunto de vestígios arqueológicos pré-históricos, tendo surgido de um novo conceito aplicado na época a este tipo de monumento: o de escavar em vez de construir.


Localização

Uma das primeiras referências a esta necrópole, data de 1889, quando Francisco Paula e Oliveira refere o estado de degradação em que se encontrava a Gruta I, que na altura já estava desprovida de qualquer espólio e servia como pocilga.

Numa pesquisa efectuada em Setembro de 1932, por Afonso do Paço e pelo Padre Eugénio Jalhay, foi detectada a Gruta II, alvo de escavações nos anos seguintes.

Concluídas as escavações na Gruta II, de imediato se procedeu ao início dos estudos da Gruta III, já identificada em 1934, por um habitante da zona, que se encontrava também já sem espólio, à excepção de um pequeno sector no corredor da câmara funerária.

Como resultado destas importantes pesquisas arqueológicas que tiveram grande eco a nível internacional, em 1942, foi inaugurada, pelo então Chefe do Estado, uma sala de arqueologia no piso térreo do Museu dos Condes de Castro Guimarães, invocando o nome dos arqueólogos já citados. De entre os objectos expostos, destacam-se as sandálias votivas, em calcário, e diversos exemplares de cerâmica campaniforme, de uma magnífica riqueza decorativa.

A sala foi enriquecida com os espólios resultantes das escavações arqueológicas do povoado pré-histórico do Estoril, das grutas artificiais de S. Pedro do Estoril, do povoado pré-histórico de Parede e ainda do espólio proveniente da Gruta IV de Alapraia.

Em 1943, a realização de obras para a instalação de um chafariz revelou a existência da Gruta IV, cujas escavações tiveram início dois dias após a descoberta, chafariz esse que virá a ser implantado no Largo Padre Eugénio Jalhay.

A 20 de Março de 1945, a necrópole de Alapraia foi classificada, sendo hoje um Imóvel de Interesse Público do concelho.

De modo a garantir a salvaguarda e divulgação das Grutas Artificiais de Alapraia está prevista a musealização do conjunto, em articulação com o casal rural também edificado no local.



Par de Sandálias Votivas em Calcário



Mais informação poderão seguir para aqui.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Portugal e os cidadãos de primeira

Por António de Sousa Duarte
12 de Janeiro de 2011

As mortes de Vítor Alves, capitão de Abril, e do cronista cor-de-rosa Carlos Castro mostram algumas evidências sobre o país.

Separadas por escassas horas, as mortes do coronel Vítor Alves, "capitão de Abril", e do cronista "cor-de-rosa" Carlos Castro tiveram o condão de fazer notar uma vez mais algumas evidências sobre Portugal e os portugueses que nunca será de mais destacar. Na verdade, mesmo admitindo as macabras circunstâncias em que Castro foi assassinado e os requintes de malvadez de que foi aparentemente vítima, não parece normal que tal facto tenha merecido tão esmagadoramente maior espaço mediático do que o desaparecimento de um dos principais símbolos da Revolução do 25 de Abril de 1974 e destacado operacional da construção do processo democrático.

Vítor Alves faleceu domingo, cerca de 36 horas depois da morte, em Nova Iorque, de um colunista social conhecido por se dedicar há décadas a analisar os factos da actualidade "cor-de-rosa" nacional. Considerado em muitas das biografias espontâneas que dele nos últimos dias chegaram ao nosso conhecimento como "um cidadão de primeira", Vítor Alves foi um homem probo, sério, rigoroso, sensível que contribuiu de forma decisiva - antes e depois do dia 25 de Abril de 74 - para o actual regime democrático em Portugal. Vítor Alves, que integrou, com Vasco Lourenço e Otelo Saraiva de Carvalho, a comissão coordenadora e executiva do MFA (Movimento das Forças Armadas), foi o autor do primeiro comunicado dirigido à população no dia 25 de Abril e o militar que foi o porta-voz do Movimento. Mas as exéquias mediáticas de Vítor Alves foram curtas, muito curtas, se levarmos em conta a importância do seu legado e o impacte informativo que outros factos da actualidade suscitaram e de que é exemplo, sublinho, a vaga noticiosa relativa à morte de Carlos Castro.

O país trocou "um cidadão de primeira" por uma "história de segunda", mas o desiderato é positivo: chancela-se a morte do militar, político, ministro e conselheiro da Revolução em rodapés a correr e baixos de página e atribuem-se honras de Estado... mediático ao assassinato do cronista (não cronista social como alguns lhe chamam, como se Carlos Castro e Fernão Lopes fossem páginas do mesmo livro...) e às incidências macro trágicas em que foi encontrado o seu corpo após alegada tortura, castração e assassinato. Mas a responsabilidade de todo este "estado a que - de novo e citando Salgueiro Maia - chegámos" não é do povo. Porque não é o povo que edita jornais, blocos noticiosos, telejornais ou sites. Nem é o povo o responsável por Marcelo Rebelo de Sousa ter dedicado ontem, no Jornal da TVI, mais tempo de antena à morte de Carlos Castro do que ao desaparecimento de Vítor Alves. Ex-jornalista, consultor de comunicação, doutorado em Ciência Política.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Forte de S. Jorge de Oitavos

Aqui fica mais uma sugestão para visitar esta magnifica edificação militar situada no concelho de Cascais, na Estrada do Guincho. Não perca a oportunidade de conhecer a obra de José Carrasco.

WINDS OF CHANGE
EXPOSIÇÃO DE PINTURA DE JOSÉ CARRASCO
de 14 de Janeiro a 30 de Abril de 2011
 Artista plástico inscrito na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa e na Saatch Gallery of London, afirma-se como autodidacta, de influências e estilos variados do clássico ao contemporâneo.
No seu trabalho, José Carrasco reflecte uma busca permanente por novas técnicas, associadas à criatividade, procurando atingir um resultado original.
Usando técnicas diversas, cruza óleo com acrílico, obtendo efeitos e combinações únicas.
A mistura de cores e texturas simboliza a diversidade obtida na passagem por diferentes lugares ao longo da vida.
Expõe o seu trabalho há cerca de 8 anos, entre exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro.

Forte de S. Jorge de Oitavos
Estrada do Guincho
2750, Cascais
3ª a Domingo das 10H00 - 17H00
Tel.: 214815949
 


Ficam aqui algumas fotografias da exposição. Vale a pena a visita.






Forte de S. Jorge de Oitavos

Podem ver algum do trabalho do artista em: http://carrascoartgallery.blogspot.com/


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Noite - Mais que uma Palavra

Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8 na respectiva língua. A letra N é o símbolo matemático de infinito e o 8 deitado também simboliza infinito, ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito!!!

  • Português:     noite = n + oito
  • Inglês:           night = n + eight
  • Alemão:        nacht = n + acht
  • Espanhol:      noche = n + ocho
  • Francês:        nuit = n + huit
  • Italiano:        notte = n + otto



A noite ou noute é o período ocorrido durante a rotação da Terra, conhecido como dia em que não é recebida a luz do Sol, ou seja, aquela determinada região encontra-se na parte escura do planeta ou seja, é o período do dia compreendido entre o pôr e o nascer do sol. Seu período de duração varia consoante a estação do ano e o local da Terra onde se encontra: é maior no inverno e menor no verão; maior nos pólos, menor nos trópicos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

CARLOS PAIÃO O COMPOSITOR, O CANTOR - EXPOSIÇÃO


A inauguração foi a 1 de Novembro, dia do aniversário do artista, e vai estar disponível ao público até dia 16 de Janeiro de 2011, Domingo. Esta Exposição é constituída por fotografias, cartazes e muitas memórias cedidas pela primeira vez pelos seus pais, outros familiares e amigos.

ESPAÇO MEMÓRIA - TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS
Av. Marechal Carmona, 104 Cascais (Junto ao Jumbo) Diariamente de 3.ª feira a domingo das 10h às 18.00h


Iniciativa conjunta

CÂMARA MUNICIPAL CASCAIS
ESPAÇO MEMÓRIA - TEATRO EXPERIMENTAL DE CASCAIS

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Exposição desvenda importância histórica de Alexandre Herculano

Na Sala do Capítulo, ecrãs tácteis, vídeos e documentos 'falam' do historiador.

A esmagadora maioria das 800 mil pessoas que anualmente visitam o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, nem chega a perceber de quem é o túmulo que se encontra na Sala do Capítulo. E mesmo de entre os 30 a 40% de nacionalidade portuguesa que anualmente visitam o monumento, a maioria pouco mais sabe para além de que é o autor de Eurico, o Presbítero.

Ora, é precisamente para pre-encher essa lacuna que, a partir de amanhã, a Sala do Capítulo passa a contar com uma exposição. Documentos, vídeos e ecrãs tácteis desvendam a importância de Alexandre Herculano na sua época, não só a nível nacional como internacional, bem como o seu legado.

Tendo em conta que a maioria dos visitantes é estrangeira, houve o cuidado de contextualizar a figura de Alexandre Herculano em relação à Europa do seu tempo "para que se perceba bem o seu tempo, as influências que recebeu e como foi evoluindo", explicou ao DN Isabel Cruz de Almeida, directora do Mosteiro dos Jerónimos e elemento do conselho científico da exposição.

Pai da historiografia moderna, grande pensador das questões políticas e sociais que marcaram o século XIX, Alexandre Herculano foi uma das mais destacadas figuras do seu tempo. "Sentíamos que os visitantes se deparavam com uma Sala do Capítulo completamente diferente das que normalmente se encontram noutras igrejas e ainda com um túmulo que não sabem de quem é nem por que razão ali está", refere.

E se o Mosteiro dos Jerónimos já desempenhou o papel de Panteão Cívico de Portugal, delegou essa função à Igreja de Santa Engrácia, desde que as suas obras foram finalizadas, em 1960. Desde então, apenas os túmulos de Luís de Camões, Vasco da Gama (à entrada da igreja) e Alexandre Herculano se mantêm nos Jerónimos.

E no caso deste último, é importante recordar que se a Sala do Capítulo foi finalizada, a isso se deve uma determinação das Cortes que, após a morte de Alexandre Herculano, logo se preocupou em encontrar um lugar para acolher o seu túmulo. Por terminar desde o primeiro quartel do século XVI, data do início das obras do mosteiro, a sala seria terminada em 1888.



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Animação Infantil - Conto de Natal no Forte

2010-12-11  a  2010-12-19
Cultura

Depois de ouvir um conto de Natal os participantes vão construir uma vela em material reciclável.

Forte de São Jorge de Oitavos
(Na Estrada do Guincho)

Inscrições pelo tel.: 214 815 949 ou e-mail: forte.oitavos@cm-cascais.pt

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Actividade para famílias - Quem apagou a luz do farol?

Para quem estiver interessado e quiser aproveitar os últimos dias para visitar o Farol de Santa Marta, poderá aproveitar até ao fim do mês de Outubro.


"De 2010-08-23 a 2010-10-31

A luz do farol foi apagada! Quem terá feito tal partida? Reúne a tua família, põe em prática os teus dotes de detective e ajuda-nos a descobrir o culpado seguindo as pistas espalhadas pelo museu.

Para famílias com crianças dos 6 aos 12 anos.

Inscrições de 3ª a 6ª feira das 10h às 12h00 e das 15h às 17h00 pelo tel.: 214815328 ou e-mail: fmsm@cm-cascais.pt

Farol Museu de Santa Marta
Sábado e domingo das 10h às 12h00 ou das 15h às 17h00

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FAROL MUSEU DE SANTA MARTA
Rua do Farol de Santa Marta
Tel.: 214815328
E-mail: fmsm@cm-cascais.pt"

http://www.cm-cascais.pt/Cascais/Agenda/Quem_apagou_luz_farol.htm

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Outeiro de Polima, um pouco de história e estórias


Encontrei este artigo no sitío da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana. Muito interessante e educativo para nos dar uma pequena imagem do que é esta nossa pequena aldeia. Poderão ler o artigo original aqui.

Outeiro de Polima

Até ao início da década de sessenta, a povoação de Outeiro de Polima era constituída por meia dúzia de casas. A chegada de emigrantes de diferentes pontos do país, principalmente da província alentejana, ditou o crescimento do agregado populacional a partir de 1961.


A bela e os monstros

'Que me desculpem os moradores e, especialmente, os naturais de Outeiro de Polima. Na verdade, ao olhar para o Outeiro de Polima de agora e ao recordar o que o Outeiro foi antigamente, a imagem que me ocorre é precisamente esta: a da bela e a dos monstros que lhe estão ao lado.

Ao lado, por dentro, a leste, a sul e, sobretudo, a poente – que aquele Cabeço de Mouro quem lhe autorizou o traçado urbanístico devia estar, nesse dia, em maré de fortes cólicas renais ou quejanda maleita espasmódica. E pariu-se um monstro, que não tem cauda por onde se pegue; mas, se calhar, também nem interessa pegar e que Deus lhes tenha a alma em descanso.

Pois Outeiro de Polima, quando não estava na péssima companhia em que hoje a puseram, ainda por cima com os odores ‘melífluos’ que, amiúde, lhe correm de norte, lá das bandas da lixeira de Trajouce, Outeiro de Polima era saudável e simpática terra saloia.

E que vistas gozava, senhores!...

Ele era, da parte sul, as colinas suaves e arborizadas (fica nessa direcção a Quinta do Marquês) até o olhar se prender na foz do Tejo; nas embarcações várias a entrar e a sair, em busca de sonho ou de alimento; no dorso gigantesco da Arrábida a terminar abruptamente no sagrado Cabo Espichel…

Para nascente, o vale do ribeiro da Freiria, o cômoro, os moinhos de Porto Salvo – e era Oeiras, já.

Para norte – ah! para norte!... – os campos de trigo, os tufos de zambujeiros e, ao fundo, solene, sagrado também ele, o corpo adormecido da Serra de Sintra, com seu palácio real no topo dum dos cumes e a Cruz Alta no outro mais adiante. E, aos pés, agora solene, a “villa” romana de Freiria, debruçada a remirar-se nas margens verdejantes do ribeiro…

No interior, meia dúzia de casais, de que resta, pelo menos, um, agonizante, na angústia do condenado à morte, que espera, a todo o momento, a injecção letal sem seringa desinfectada, estrondosamente derrubado, num abrir e fechar de olhos, sem que alguém lhe prante flores na sepultura ou por ele ouse deitar furtiva lágrima saudosa.

Lá está, no largo, janelas escancaradas já, telhado a abaular – que as traves apodrecem aqui e acolá. No pátio, outrora buliçoso, cresce a erva e seca e volta a crescer: há osgas, lagartixas, aranhões…

Diante dessa agonia, quem preza o património interroga-se: porque é que, em vez de terem feito casarão na encosta norte, para Centro de Dia e Centro Médico, as entidades não pensaram no casal, não falaram com os proprietários e não lançaram mãos à reabilitação?

Ficou, decerto, mais barato fazer casarão de raiz, como contrapartida (quiçá) pela aprovação de alguma das urbanizações ou de complexo fabril (dos muito que bordejam a estrada até ao cruzamento para Polima). Teria sido porém, obra meritória, a ressarcir entidades e loteadores (já agora!...) do crime que foi, por exemplo, a destruição do ímpar Casal da Pintora, na Polima vizinha…

Curiosamente, o casal é como a “villa” romana: a casa senhorial, mais imponente e alta, o pátio interior murado (o valado de pedra solta a dar pátina ancestral…), as outras dependências – para o crescer da família ou para acomodação das bestas e dos fenos e dos cereais – a juntarem-se-lhe pouco a pouco. Até por isso, como símbolo, o casal merecia preservado. E no sítio onde está, bem no coração da aldeia, era essa uma obra de muito louvar! O desafio aqui fica, o grito de alerta lançado, na velada esperança de que - quem sabe?... - a ideia floresça em manifesto eleitoral.

“Outeiro” – porquê?

Bastaria, portanto, a posição privilegiada que goza, entre a serra e o mar, bem lavada de ventos e maus humores (outrora…), para que o local fosse habitado desde as mais remotas eras.

E, sem nos demorarmos nos vestígios pré-históricos que Guilherme Cardoso identificou para os lados de Cabeço do Mouro (cujo nome, aliás, é bem sintomático), o certo é que o topónimo está sempre presente no rol das localidades de Cascais. Era um “outeiro” e como tal ficou. Juntou-se-lhe “de Polima” para distinguir de outros, pois que o nome Outeiro é bem frequente na toponímia, e não poderá inferir daqui que Polima tivesse mais importância que Outeiro. Ambos os lugares foram, durante séculos, habitados por uma população de agricultores e pastores, pois que as terras eram férteis e abundantes os mananciais de água.

E os romanos estiveram por ali

Data de 1913 a primeira referência ao Outeiro no domínio das antiguidades arqueológicas. Trata-se da conhecida nota, da autoria de Vergílio Correia, inserida no n.º 18 da revista “O Archeologo Português”.

Contando o que foi a sua “excursão arqueológica”, realizada a 18 de Outubro de 1912, “pelos arredores de Paço de Arcos e Oeiras”, escreve V. Correia a dado passo:

“Partindo de Tires para Porto Salvo, pelos montes, encontra-se um ‘cabeço mouro’, todo coberto de mato e, por isso, impenetrável; e, logo depois, num plano entre esse cabeço e a pequena povoação do Outeiro, uma estação romana, onde há restos de tégulas, potes e ânforas. No cerrado da primeira casa do Outeiro, divisei uma pequena ‘mola manuaria’, que decerto proveio da mencionada estação” (p.94).

‘Tégulas’ são telhas romanas, planas, com rebordo para encaixe dos ‘imbrices’, as vulgares telhas de canudo. Encontrar telhas significava que, ali, outrora, tinham existido casas. ‘Mola manuaria’ é expressão latina que significa ‘mó manual’. Encontrar uma mó significava que a actividade cerealífera era usual.

A pesquisa de Guilherme Cardoso

Coube a Guilherme Cardoso a identificação precisa do sítio dessa ‘estação romana’, de resto parcialmente destruída pela implantação, na parte superior do Outeiro, dos depósitos de água municipais.

As obras aí efectuadas cortaram um pavimento de boa argamassa, o chamado “opus Signinum”, e as prospecções que aquele investigador aí levou a cabo permitiram o achamento, no terreno com o número matricial 1349, propriedade do Sr. Elias da Costa, de abundantes pesos de tear (mais de duas dezenas!) feitos de barro, além de outros objectos indiciadores de intensa ocupação romana, como tijolos de quadrante (que serviam para fazer colunas).

A forte pressão urbanística sobre o local determinou a necessidade de rapidamente se formalizar o processo de classificação do sítio como “imóvel de interesse público”, com vista à sua preservação. Assim se fez e temos presente o anúncio publicado na imprensa local, para esse efeito, a 23 de Dezembro de 1997, por ordem camarária, na sequência do despacho de 13 de Fevereiro de 1989 da Senhora Secretária de Estado da Cultura. Um processo, como se adivinha pelo intervalo de tempo, que não foi fácil de gerir.

O sonho

Como tivemos ensejo de recentemente assinalar – e enquanto o proprietário não autorizar as escavações que dariam resposta às nossas interrogações e, inclusive, melhor nos ajudariam a definir a área “non aedificandi”, ou seja, a área de protecção do imóvel, o que traria notórias vantagens para toda a gente – é nosso entendimento que o sítio poderá ‘conter’ a residência do “vilicus”, ou seja, do rendeiro que ‘governava’ a “villa” de Freiria, que lhe fica aos pés.

O nosso sonho, ou melhor, os nossos dois sonhos são: poder, um dia, escavar integralmente o local, para o valorizarmos e determinarmos, ao certo, de que tipo de monumento arqueológico se trata; o largo do Outeiro, com o seu vetusto casal reabilitado, possa vir a ser a antecâmara dos visitantes daquela “villa”, que dali desceriam a pé, gozando do espectáculo admirável de umas ruínas bem integradas na paisagem urbana e paisagem rural.'



domingo, 23 de maio de 2010

Vivinha de Cascais




Estreou a 10 de Abril, sábado, uma produção do Grupo Cénico da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cascais. De seu nome "Vivinha de Cascais", esta Revista à Portuguesa leva-nos por entre diversos sentimentos. Alegria, Tristeza, Nostalgia, são alguns dos sentimentos que o nosso publico irá sentir ao assistir a esta produção. Com um guarda roupa colorido e diversificado como aliás tem sido costume deste grupo de amadores, são apresentados diversos quadros de assuntos actuais e recorrentes da nossa sociedade.

Encenada por Natalina José, com Guarda-Roupa de Joaquim Carvalho, Desenho Cenográfico de Helena Reis, "Vivinha de Cascais" estará em cena todos os sábados até dia 26 de Junho, no Teatro Gil Vicente às 21h30.

Preço dos Bilhetes: €7.50

Mais informações aqui.

Fica o desafio!