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sábado, 12 de março de 2011

Museu Alberto Gordillo - Moura, Alentejo, Portugal

Foi inaugurado no dia 26 de Fevereiro o Museu Alberto Gordillo em Moura, no interior do Baixo Alentejo, numa cerimónia que contou com a presença do artista mourense. O espólio do Museu tem peças dos finais dos anos 50, altura em que o artista Alberto Gordillo elaborou as suas primeiras peças.














Depois de ter exposto nos mais conceituados museus do Mundo, como a Bolsa de Diamantes de Londres, Alberto Gordillo foi guardando algumas das peças que estiveram em acontecimentos importantes, peças essas que sempre pensou ficarem espalhadas por vários museus. Essa ideia não se concretizou, mas realizou-se este projecto do Centro de Joalharia Contemporânea em Moura e, assim, refere o artista, “…Moura vai ter as primeiras peças mais importantes de ourivesaria moderna portuguesa (…), porque não existe ourivesaria portuguesa no século XX, existe uma jóia industrial, de cópias de coisas francesas e a ourivesaria portuguesa aparece a partir dos anos 50 comigo. Hoje existem escolas de ourivesaria contemporânea, eu levo a ourivesaria à História de Arte, todos os grandes livros do final do século falam nas minhas jóias e elas tornaram-se como as peças mais importantes, as primeiras de ourivesaria contemporânea…”.

O Museu, lembra Alberto Gordillo, não é só o que está exposto, tem um espólio de 226 peças, das quais 50 estarão em exposição permanente e, além do espaço expositivo, “…vai dedicar-se a todo um trabalho, vai dar um prémio a um jovem joalheiro, vai ter oficinas de joalharia para fazer workshops, conferências, todo um trabalho ligado à ourivesaria contemporânea, ou seja, é o primeiro Museu de ourivesaria contemporânea que existe em Portugal…”.

Além do Museu Gordillo poderá ainda fazer um passeio pelas ruas desta cidade alentejana, onde poderá apreciar as ruas floridas, as varandas em ferro forjado, as casas brancas.

Não deixe também de visitar o Castelo de Moura e o Lagar das Varas.






Mais informação em:



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Grutas Artificiais de Alapraia

Grutas Artificiais de Alapraia
Milénios IV e III A.C.

A necrópole de Alapraia enquadra-se num conjunto de vestígios arqueológicos pré-históricos, tendo surgido de um novo conceito aplicado na época a este tipo de monumento: o de escavar em vez de construir.


Localização

Uma das primeiras referências a esta necrópole, data de 1889, quando Francisco Paula e Oliveira refere o estado de degradação em que se encontrava a Gruta I, que na altura já estava desprovida de qualquer espólio e servia como pocilga.

Numa pesquisa efectuada em Setembro de 1932, por Afonso do Paço e pelo Padre Eugénio Jalhay, foi detectada a Gruta II, alvo de escavações nos anos seguintes.

Concluídas as escavações na Gruta II, de imediato se procedeu ao início dos estudos da Gruta III, já identificada em 1934, por um habitante da zona, que se encontrava também já sem espólio, à excepção de um pequeno sector no corredor da câmara funerária.

Como resultado destas importantes pesquisas arqueológicas que tiveram grande eco a nível internacional, em 1942, foi inaugurada, pelo então Chefe do Estado, uma sala de arqueologia no piso térreo do Museu dos Condes de Castro Guimarães, invocando o nome dos arqueólogos já citados. De entre os objectos expostos, destacam-se as sandálias votivas, em calcário, e diversos exemplares de cerâmica campaniforme, de uma magnífica riqueza decorativa.

A sala foi enriquecida com os espólios resultantes das escavações arqueológicas do povoado pré-histórico do Estoril, das grutas artificiais de S. Pedro do Estoril, do povoado pré-histórico de Parede e ainda do espólio proveniente da Gruta IV de Alapraia.

Em 1943, a realização de obras para a instalação de um chafariz revelou a existência da Gruta IV, cujas escavações tiveram início dois dias após a descoberta, chafariz esse que virá a ser implantado no Largo Padre Eugénio Jalhay.

A 20 de Março de 1945, a necrópole de Alapraia foi classificada, sendo hoje um Imóvel de Interesse Público do concelho.

De modo a garantir a salvaguarda e divulgação das Grutas Artificiais de Alapraia está prevista a musealização do conjunto, em articulação com o casal rural também edificado no local.



Par de Sandálias Votivas em Calcário



Mais informação poderão seguir para aqui.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Museu do Ar - Base Aérea Nº 1 de Sintra

Na Base Aérea Nº 1, Granja do Marquês, em Sintra, pode-se visitar o Museu do Ar de Terça a Domingo, das 10H00 às 17H00. Inaugurado em Dezembro de 2009, com uma área de doze mil metros quadrados (maior que um campo de futebol), conta com espólios da TAP, da ANA e, naturalmente, da Força Aérea Portuguesa.



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Exposição desvenda importância histórica de Alexandre Herculano

Na Sala do Capítulo, ecrãs tácteis, vídeos e documentos 'falam' do historiador.

A esmagadora maioria das 800 mil pessoas que anualmente visitam o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, nem chega a perceber de quem é o túmulo que se encontra na Sala do Capítulo. E mesmo de entre os 30 a 40% de nacionalidade portuguesa que anualmente visitam o monumento, a maioria pouco mais sabe para além de que é o autor de Eurico, o Presbítero.

Ora, é precisamente para pre-encher essa lacuna que, a partir de amanhã, a Sala do Capítulo passa a contar com uma exposição. Documentos, vídeos e ecrãs tácteis desvendam a importância de Alexandre Herculano na sua época, não só a nível nacional como internacional, bem como o seu legado.

Tendo em conta que a maioria dos visitantes é estrangeira, houve o cuidado de contextualizar a figura de Alexandre Herculano em relação à Europa do seu tempo "para que se perceba bem o seu tempo, as influências que recebeu e como foi evoluindo", explicou ao DN Isabel Cruz de Almeida, directora do Mosteiro dos Jerónimos e elemento do conselho científico da exposição.

Pai da historiografia moderna, grande pensador das questões políticas e sociais que marcaram o século XIX, Alexandre Herculano foi uma das mais destacadas figuras do seu tempo. "Sentíamos que os visitantes se deparavam com uma Sala do Capítulo completamente diferente das que normalmente se encontram noutras igrejas e ainda com um túmulo que não sabem de quem é nem por que razão ali está", refere.

E se o Mosteiro dos Jerónimos já desempenhou o papel de Panteão Cívico de Portugal, delegou essa função à Igreja de Santa Engrácia, desde que as suas obras foram finalizadas, em 1960. Desde então, apenas os túmulos de Luís de Camões, Vasco da Gama (à entrada da igreja) e Alexandre Herculano se mantêm nos Jerónimos.

E no caso deste último, é importante recordar que se a Sala do Capítulo foi finalizada, a isso se deve uma determinação das Cortes que, após a morte de Alexandre Herculano, logo se preocupou em encontrar um lugar para acolher o seu túmulo. Por terminar desde o primeiro quartel do século XVI, data do início das obras do mosteiro, a sala seria terminada em 1888.