segunda-feira, 11 de abril de 2011

E porque hoje é dia 11

É em situações extremas que conhecemos as nossas próprias fraquezas.

Apenas uma pergunta em que te é pedido que respondas com sinceridade, para poderes auto-avaliar os teus princípios morais.

Trata-se de uma situação imaginária.

Estás em plena baixa de Lisboa, no meio do caos causado pelas cheias que ocorrem em épocas de chuvas mais intensas. Tens a tua máquina fotográfica, trabalhas para a "Time" e estás a tirar as fotos de maior impacto.

No meio daquela tragédia, vês José Sócrates num carro, lutando desesperadamente para não ser arrastado pela corrente, entre destroços e lodo...

Sócrates acaba por ser arrastado pela corrente e tens a oportunidade de o resgatar ou de tirares a fotografia que te traria fama e muito dinheiro.

Com base nos teus princípios éticos e morais, responde sinceramente:






"Tiravas a foto a cores ou a preto e branco?"


domingo, 10 de abril de 2011

No Coment

Presidente da CGD acha normal ajuda aos bancos

O presidente da Caixa Geral de Depósitos(CGD), Faria de Oliveira, afirmou hoje que os principais bancos portugueses apresentam rácios de capital "perfeitamente correctos", mas achou normal que uma parte da ajuda externa seja injectada na banca.

"É normal que nestes pacotes haja sempre uma parte que tenha a solidez da banca como objectivo, ainda que não esteja em causa a solidez da banca portuguesa", disse à agência Lusa Faria de Oliveira.

Notícias surgidas na imprensa económica portuguesa referem que os bancos portugueses poderão precisar de uma verba de cerca de dez mil milhões de euros para suportar os testes de resistência. No entanto, o responsável da CGD considerou ser ainda muito cedo para falar em montantes.

Faria de Oliveira referiu que os principais bancos portugueses apresentam rácios de capital perfeitamente correctos tendo em conta aquilo que é estabelecido pelo Banco de Portugal e pelo Banco Central Europeu, mas que "as exigências do futuro obrigam à recapitalização" da banca.

"O que se passa é que Basileia 3 veio obrigar a novos requisitos de capital. A isto devemos juntar as dificuldades que as instituições financeiras têm na obtenção do funding e o facto das agências de rating, por arrastamento, terem feito o downgrade das instituições bancárias", justificou.

O presidente da CGD considerou ainda que a verba a ser distribuída pelos bancos portugueses deverá ser sempre gerida pelo Governo e pelo Banco de Portugal.


Ver notícia original aqui.


Pois aqui os ladrões não são os Irmãos Metralha.

E porque hoje é dia 10 de Abril

Um mecânico está a desmontar o motor de uma moto, quando ele vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Ele olha o mecânico a trabalhar. Então o mecânico pára e pergunta:

- 'Ei, doutor, posso lhe fazer uma pergunta?'

O cirurgião, um tanto surpreso, concorda e vai até a moto na qual o mecânico está a trabalhar. O mecânico se levanta e começa:

- "Doutor, olhe este motor. Eu abro o seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Como é que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando o nosso trabalho é praticamente o mesmo?"

Então o cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala bem baixinho para o mecânico:

- 'Você já tentou fazer como eu faço, com o motor a trabalhar?'

sábado, 9 de abril de 2011

José Mário Branco - Canção dos Despedidos

Parece-me que esta música se enquadra dentro do espírito do actual Governo demissionário (demissionário porque incentivou o desemprego, entenda-se) e do futuro Governo que para lá irá pois promete ser ainda pior que este mas com a desvantagem que antes de ir nós já o sabemos: sofremos duas vezes!



Somos explorados no trabalho, e não só
Também somos o lixo
Lixo na tê-vê, quem lá está e quem vê
Lixo no jornal, voz do seu capital
Estamos entregues aos bichos
E o lixo produz mais lixo
E o tempo a passar
E eu a cantar
Eu também faço parte do lixo

Há quem viva bem do nosso mal-viver
Nós somos lixo
Somos só lixo
Já não há gente, há só lixo
Dispensável, descartável, reciclável
E agora parem um minuto p'ra pensar

Há que humanizar a humanidade, e não só
Há que varrer o lixo
O do Capital, que é o lixo global
O lixo do Estado, que é o seu braço armado
O mundo é de quem manda
E o resto é propaganda

Tudo é publicidade
Mas a liberdade
É escolher entre ser ou estar

Tens a boca cheia de palavras lindas
P'ra ti sou lixo
Somos só lixo
Nós não somos gente, somos lixo
Dispensável, descartável, reciclável
Mas vou parar mais um minuto p'ra pensar

Vamos a casa
Ao fim do dia
Só p'ra regenerar a mais-valia
Ganhar forças, fazer filhos
Cada um no seu caixote
E amanhã tomar o bote
Para o paraíso dos cadilhos

Quem é o lixo
Eles são o lixo do corpo e da alma
Como é que se pode ter calma
P'ra varrer este monturo
Dos escombros do futuro

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A ROUPA FAZ A DIFERENÇA

Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:

- Vocês sabem onde está o médico do hospital?

Com tranquilidade o médico respondeu:

- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

Ríspida, retorquiu:

- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou à procura pelo médico?

Mantendo-se calmo, contestou:

- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?!?!

- Como?!?! O senhor?!?! Com essa roupa?!?!...

- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse à procura de um médico e não de uma vestimenta...

- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... vestido assim, o senhor nem parece um médico...

- Veja bem as coisas como são...- disse o médico -... as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpático "boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...



O Zé no seu esplendor máximo

A pose do Sócrates

José Mário Branco - FMI


Para quem não sabe o que significa FMI:
Fome
Miséria
e
Injustiça


Eleições Legislativas - I I

A crise política começou e Cavaco não disse nada.

O Sócrates ameaçou demitir-se e Cavaco nada disse.

O Sócrates demitiu-se mesmo e Cavaco continua sem nada dizer.

Pergunto eu, não será melhor alguém passar lá em casa a ver se está tudo bem?

Nos dias de hoje todo o cuidado é pouco com idosos sozinhos em casa.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eleições Legislativas - I

Se a intenção de voto se mantiver imagino que o PSD e o CDS-PP terão que coligar-se com a CDU ou o BE para conseguir ter maioria! Estou cá para ver...



Ver noticia completa aqui.

FEEF, como diz o Presidente

Hoje foi o último dia oficial deste Governo, passando a ser um Governo de Gestão, como agora é usual dizer-se. Foi também a última sessão plenária da Assembleia da República. Houve uma maratona de votações, tal como afirma o DN (ver aqui).

  • Mais uma vez a Assembleia da República foi testemunha do PS, partido no Governo, afirmar que a culpa é da oposição que quis passar uma "rasteira" ao PS e acabou a passar uma "rasteira" ao povo português;
  • A oposição afirmou para quem quisesse ouvir que o Primeiro-Ministro e os seus comparsas eram os grandes culpados da crise em que vivemos;
  • O PSD quer a todo custo que Portugal peça ajuda ao FMI (ao FEEF, tal como o Presidente de todos os portugueses gostou muito de corrigir...);
  • O Primeiro-Ministro ao início da noite fala para o país e diz que a situação é insustentável (o que o Passos Coelho e os seus apóstolos há muito afirmam) e que é necessário pedir ajuda à UE;
  • O PSD regozija-se e confirma o seu apoio a este pedido de ajuda (para mim há gato para tanta insistência...);
  • O PCP, PEV e BE reunem-se para alinhar o passo, coisa inédita! (não confundir em alinhar o Passos);
  • Não sou do tempo da vinda do FMI em 1983 (o Louçã recorda-se bem desse período. Eu não) mas tenho a ligeira impressão que não será boa coisa;
  • Sou do tempo dum antigo Primeiro-Ministro afirmar que Portugal estava de tanga: e depois fugiu deixando o povo que o elegeu nas mãos de um hipócrita qualquer...

Os partidos não se entendem porque cada um tem a sua "quinta" a defender. Não se preocupam com aquilo que será mais conveniente e melhor para o país. Quando deveriam defender quem representam, quem os colocou lá, fazem guerrinhas de crianças. Acusam-se mutuamente e não assumem qualquer responsabilidade.

A minha filha faz o mesmo: se está na cozinha e parte-se um copo diz logo "Foi o mano". Eu respondo "Mas tu não tens irmãos!". Também não assume a culpa. Coisa de politico, imagino eu.

No fundo os culpados somos nós que os colocámos lá. Gostaria de saber quantos deputados entram na Assembleia da República de cabeça levantada, sem peso algum na consciencia! Porque esses, meus amigos, são os reles politicos que nós temos. Porque os que lá estão e que sempre trabalharam em prol de quem os elegeu de certeza que têm vergonha dos seus pares. Mas isso sou eu a falar...

Peço desculpa pela fraca qualidade do desenho... mas a coisa não está nada boa!

terça-feira, 5 de abril de 2011

A escolha do Governo

Tendo em conta as capacidades dos potenciais Primeiros-Ministro que em Portugal iremos ter nas próximas eleições e a qualidade das respectivas equipas (ministros, secretários de estados e afins) sugiro vivamente que sejam escolhidos através dum concurso deste género que apresento, com a salvaguarda que os aparelhos não deverão ter nenhuma protecção: unicamente aço inoxidável!


Para começar bem o dia

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

- Quantos rins nós temos?

- Quatro! - Responde o aluno.

- Quatro?! - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.

- Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - Ordena o professor a seu auxiliar.

- E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'. Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

- O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural.Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Novo sistema financeiro português

sábado, 2 de abril de 2011

Islândia. O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

Fica aqui um artigo bastante interessante para quem tiver interesse em perder algum tempo na sua leitura:

"A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido cobertura
por Joana Azevedo Viana, Publicado em 26 de Março de 2011  

Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.

Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.

Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.

Lição democrática n.º 1: Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.

Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.

Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido - e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia.

Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.

Lição democrática n.º 3: As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).

Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.

Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media internacionais."

Basicamente o que diz o artigo é que foram responsabilizados quem provocou a crise na Islândia e não o povo. Aparentemente os islandeses exigiram uma mudança nos politicos.

Li um artigo na Visão, assinado pelo Exmos. Diogo Freitas do Amaral, onde afirmava que a verdadeira democracia deveria haver maioria absoluta para um Governo governar. Concordo. Não tem lógica um Governo não ter maioria... isto é, ser uma minoria que governa! Mas não deveremos nunca, mas nunca, esquecer que em democracia é o povo quem mais ordena, quem decide. Façamos como na Islândia: um referendo sobre o assunto. Como? Bem, para isso estão lá os politicos, os ministros, os secretários de estado, os deputados, etc. Para decidir isso mesmo!

P.S.: Não sou nem nunca fui simpatizante do FA, mas aqui neste ponto eu concordo.

Poderão ver o original aqui.

Não falem na crise porque dá azar

Tremor de Terra em Alto Mar
- Governo diz que foi mau para os peixes mas que não afectará Portugal
- Oposição desconfia
- Santos Silva faz uma intervenção catita com La Fontaine metido ao barulho

Aviso de Tsunami
- Governo desmente qualquer sinal de tsunami
- Ministro das Finanças apresenta previsões de mar calmo para o próximo ano
- Silva Pereira acusa oposição de arautos da desgraça

Novo aviso de Tsunami e fotografia de uma onda no horizonte
- Governo lança campanha de pranchas de surf
- Ministro das Finanças diz que se enganou nas previsões mas que a onda é baixinha
- Silva Pereira fala da Lua e das marés acusando a oposição de ignorância

Frota pesqueira portuguesa vai ao fundo e onda parece maior
- Governo vai à China comprar bóias e fala em oportunidade
- Ministro das Finanças diz que se enganou outra vez e que cada português vai ter de comprar galochas, mesmo assim a onda só vai dar cabo de umas barracas na praia da Caparica
- Silva Pereira faz beicinho e diz que a oposição não sabe do que fala

Já não é preciso aviso a onda vê-se de Santarém
- Governo culpa a Lua mas diz que vai construir um dique porreiro e que foi buscar os melhores engenheiros à Venezuela
- Ministro das Finanças diz que se enganou outra vez mas que agora com os portugueses a pagar o dique é que vai ser
- Silva Pereira queixa-se do pessimismo da oposição que de tanto falar em ondas ainda causa uma desgraça

A onda entra pelas barras e está a partir tudo, já se vê da Guarda
- Governo faz conferência de imprensa improvisada em que anuncia que cada português terá de comprar barcos ou fugir para Serra da Estrela. Culpa a Lua, culpa a oposição que passou o tempo a falar de desgraças e a ser pessimista
- Ministro das Finanças diz que apesar de se ter enganado outra vez nas previsões tem agora uma solução catita e podemos ficar descansados que embora doa a todos é para o nosso bem
- Silva Pereira põe as braçadeiras mas diz que está tudo bem não fora a irresponsabilidade da oposição em falar de coisas más

Onda entra por Portugal adentro e leva tudo pela frente, dique, bóias, barcos, pranchas de surf e as braçadeiras do Silva Pereira
- Governo culpa a oposição que criou o tsunami
- Ministro das Finanças faz glu-glu
- Silva Pereira diz que a água está óptima