domingo, 13 de fevereiro de 2011

Deolinda - "Parva que Sou" - Coliseu do Porto



"Parva Que Eu Sou"

Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar,
Já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na tv.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

Deolinda é um grupo de música popular portuguesa, inspirado pelo fado e pelas suas origens tradicionais. O projecto musical surgiu em 2006, com os irmãos Pedro da Silva Martins e Luís José Martins e ainda o casal Ana Bacalhau e José Pedro Leitão.
A canção "Parva Que Eu Sou" estreou-se em 2011 e já em um hino da juventude "rasca"... e talvez com toda a razão. Chamo especial atenção para a última frase: "Onde para ser escravo é preciso estudar."

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